O samurai e a Cruz
Lauren Spohn
“Word on fire”, 10 de Março de 2026
Há algumas semanas atrás, um amigo meu andava pelos corredores da conferência SEEK em Ohio, quando, de súbito, uma criança de seis anos, lhe fez a seguinte aposta:
“Dou-lhe cinco dólares se você conhecer o santo que vou citar.” O meu amigo aceitou a aposta.
O miúdo disse: “Justo Takayama Ukon!” e ficou 5 dólares mais pobre!
O meu amigo tinha acertado. Nos últimos dois anos, tenho trabalhado como produtora associada e assistente de direção de uma série documental sobre o Beato Justo Takayama Ukon (1551–1615), senhor da guerra samurai do século XVI, convertido ao catolicismo. Eu tinha falado entusiasticamente do Justo ao meu amigo do SEEK durante meses, antes da nossa produção de quatro semanas no Japão, que ocorreu na última Páscoa. Achava que, fora do Japão e das Filipinas, eu era a única superfã de Justo mas percebi que estava completamente enganada. Sem querer ser superada por crianças ousadas de seis anos, a organização Young Catholic Professionals nomeou Justo como o santo padroeiro de sua conferência de 2026. Já perdi a conta de quantos amigos me enviaram fotos de seus filhos pequenos balançando katanas de plástico em festas de Dia de Todos os Santos. Quando a série documental for lançada ainda este ano no EWTN+, eu não tenho dúvidas de que muitos outros secretos fãs dos samurais irão aparecer.
É fácil entender o apelo. Há o fator óbvio; os samurais sempre foram fascinantes. Mas há também, num nível mais profundo, o paradoxo. Como pode um samurai ser um santo? Como é que um homem que vive pela espada pode morrer pela cruz? Essas foram as perguntas que me atraíram nesta história quando o diretor Sean Schiavolin me convidou para participar no projeto. Desde então, elas tornaram-se o coração da obra cinematográfica. E quanto mais as exploramos, mais profundo o mistério se torna.
Beatificado em 2017, Justo foi um proeminente senhor da guerra samurai durante o período Sengoku, ou Período dos Estados Beligerantes (1467–1615), a era que terminou cerca de trinta anos antes de ser lançado o romance Silêncio, de Shūsaku Endō. O país estava consumido por guerras civis e pela agitação social. O xogunato Ashikaga, com 250 anos de existência, tinha colapsado, corroído por disputas internas e incompetência. O imperador tinha perdido toda a autoridade, e os estados feudais rivais lutavam pelo poder, liderados por daimios — senhores da guerra samurais endurecidos por gerações de guerras feudais. A lealdade valia tão pouco quanto a vida. Os samurais frequentemente traíam os seus senhores, às vezes mesmo no meio da batalha. Os maridos e as mulheres demonstravam pouca fidelidade entre si. Pais negociavam os próprios filhos como peças políticas. Camponeses sobrecarregados de impostos revoltavam-se contra os seus senhores feudais. No meio do caos, os ocidentais chegaram às costas japonesas pela primeira vez, trazendo a centelha que levaria a era Sengoku ao seu clímax final e autodestrutivo. Em 1543, comerciantes portugueses naufragados trouxeram as armas de fogo. Seis anos depois, os jesuítas trouxeram a Palavra da vida.
Como pode um samurai ser um santo? Como é que um homem que vive pela espada pode morrer pela cruz?
A história de Justo é como a série o Shōgun encontra O Homem que Não Vendeu Sua Alma. O seu pai, “Dario” Takayama, era um daimio menor na região central ao redor de Kyoto que se converteu à fé alguns anos após a chegada de São Francisco Xavier ao Japão. O nosso jovem Hikogoro Takayama foi batizado juntamente com a sua mãe e os seus cinco irmãos mais novos. Adotou o nome “Justus” — “Justo” em português — ou “homem justo,” em homenagem ao mártir do século II, São Justino, que se converteu do estoicismo e foi decapitado por se recusar a fazer sacrificios em honra dos deuses romanos. Ao longo das cinco décadas seguintes, Justo faria jus ao nome.
Justo foi endurecido desde jovem nas actividades bélicas. Lutou ao lado do pai ao serviço de daimios na turbulenta região entre Osaka e Kyoto, então conhecida como Gokinai. Especialista em guerras feudais, assumiu a liderança do clã Takayama ainda jovem e rapidamente ascendeu nas fileiras dos samurais, tornando-se um líder militar de confiança sob Toyotomi Hideyoshi, o feroz senhor da guerra que unificou o Japão feudal em 1591. Justo ficou conhecido por servir seu senhor com lealdade e governar o seu povo com justiça. Usou a riqueza que tinha e a sua posição social para apoiar a missão jesuíta, construindo seminários e igrejas nas terras conquistadas. Casou-se com uma nobre cristã, Lady Justa, pouco depois de ter tomado a liderança do clã. Tiveram pelo menos quatro filhos e cinco netos.
Relatos de sua piedade espalharam-se, tornando-se quase lendários graças aos escritos dos jesuítas enviados a Roma. Justo era devoto dos exercícios de Santo Inácio e combinava a espiritualidade jesuíta com um estoicismo cristão, herdado do zen-budismo de seu pai. Conta-se que numa quaresma, teria flajelado publicamente as suas costas. Em outra ocasião, carregou o caixão de um homem comum com as suas próprias mãos. Tais atos eram chocantes para um povo acostumado a tratar os seus senhores quase como deuses.
Justo refinou essa piedade dentro de sua própria cultura. Era estudioso da cerimónia do chá e discípulo do grande mestre Sen no Rikyu. Frequentemente convidava outros daimios para sua chashitsu onde falava da fé enquanto bebiam matcha sobre simples tatames, rodeados por paredes de papel shoj. A sua virtude era inconfundível e atraente numa época dominada pela política brutal. Hideyoshi admirava a sua fidelidade conjugal tanto quanto a sua habilidade militar.
A nobre reputação de Justo constituía um trunfo inestimável para a missão cristã, e ele juntamente com o seu pai foram responsáveis por muitos dos cerca de 300 000 convertidos ao cristianismo no Japão até ao final do século. Algumas estimativas apontam para um número que chega aos 600 000 mais do triplo do número de convertidos romanos nos dois primeiros séculos da Igreja.
Mas esse sucesso durou pouco. Depois de períodos de tensão, a desconfiança de Hideyoshi relativamente aos missionários cristãos, cresceu. Os jesuítas exerciam uma influência considerável entre os daimios na ilha mais meridional de Kyushu, em grande parte graças ao papel que desempenhavam como intermediários e tradutores no lucrativo comércio de seda e prata entre Nagasaki, Macau e a Malásia. Independentemente do propósito benéfico a que os lucros serviam, tais assuntos mundanos colocaram os jesuítas, na sua maioria portugueses, em rota de colisão com os mendicantes dominicanos, franciscanos e agostinianos que chegaram na década de 1580, principalmente vindos de Espanha. As rivalidades políticas e eclesiásticas entre os missionários, bem como as demonstrações precipitadas do poder naval português por parte de alguns padres jesuítas, levaram a paranóia nascente de Hideyoshi a um ponto de ruptura. Em 1587, logo após Justo ter liderado uma campanha militar bem-sucedida para defender os cristãos japoneses em Kyushu, Hideyoshi ordenou que todos os padres fossem exilados do Japão. Ele deu a Justo um ultimato: retratar-se da sua fé ou seguir os padres para o exílio, perdendo toda a sua riqueza e estatuto. Justo escolheu o exílio.
É tentador dizer que foi nesse momento que ele se tornou santo. É certamente o ponto alto do drama da sua história, a encruzilhada na qual ele escolheu apostar a sua alma no mundo sobrenatural em vez de no mundo visível. Mas essa forma de interpretar a história apenas revela metade da verdade. Quando Hideyoshi lançou o seu ultimato, Justo já tinha feito a sua escolha. Ele já vivia assim há décadas. Se isso torna a crise menos dramática, torna o herói ainda mais santo.
Justo viveu sempre à sombra da cruz. A palavra «samurai» deriva do verbo japonês saburau, «servir», e Justo encarnou esse significado de forma irrepreensível. Estava sempre pronto a sacrificar tudo o que o seu senhor ordenasse. Aos doze anos, aceitou a vontade do pai de ser batizado numa fé estrangeira, apesar de isso lançar a sua vida e a do seu clã para um futuro arriscado e incerto. Aos vinte anos, quase morreu a defender o pai contra uma emboscada, depois de o seu próprio senhor feudal os ter traído. Aos vinte e oito anos, confrontado com um dilema moral sem saída, Justo optou por renunciar ao seu domínio sobre o clã Takayama ,abandonando completamente o seu estatuto de nobre para não ser forçado pelos daimios traidores a escolher entre a morte da sua família ou o massacre do seu povo cristão. Nessa provação, o daimio governante em Gokinai ficou tão impressionado com a coragem de Justo que devolveu ao jovem samurai não só o estatuto a que ele tinha renunciado, mas também o cavalo que o próprio senhor montava.
Justo vivia preparado para ser martirizado a qualquer momento. Segundo os relatos dos jesuítas, ele ansiava por essa oportunidade. O ultimato de Hideyoshi não foi uma tentação; foi uma oração atendida. E assim se revela o paradoxo do santo samurai: quando o momento finalmente chegou, Justo abandonou o seu senhor terreno para permanecer leal ao seu Senhor celestial. Ele cumpriu o código samurai ao quebrá-lo mostrando a quem, pela verdadeira justiça, uma criatura deve a sua lealdade suprema. E no momento da sua maior desgraça na terra, Justo conquistou a glória eterna no céu. A graça não destruiu, mas aperfeiçoou o código de honra que Justo tinha defendido durante toda a sua vida.
Ele cumpriu o código dos samurais ao infringi-lo — mostrando a quem, em justiça,, uma criatura deve a sua lealdade suprema.
Mas, embora a crise tenha sido repentina na decisão, as suas consequências demoraram a revelar-se. Justo passou o primeiro ano após a sua renúncia, na clandestinidade e depois mais vinte e seis no exílio em Kanazawa, uma região na Península de Noto, na costa norte de Honshu, a ilha principal do Japão. Os cristãos despossuídos acorreram ao samurai como ovelhas perdidas em busca de um pastor. Justo dedicou-se a cuidar deles e a construir castelos ao serviço do seu novo senhor. Retirava-se frequentemente para a sua casa de chá para rezar. Entretanto, noutras partes das ilhas, as perseguições aos cristãos intensificaram-se. Em 1597, um navio espanhol carregado de armas de fogo naufragou nas costas japonesas. Indignado, Hideyoshi ordenou que vinte e seis cristãos — seis missionários estrangeiros e vinte cristãos japoneses — fossem crucificados na Colina de Nishizaka, o ponto mais alto de Nagasaki. Hideyoshi veio a morrer no ano seguinte e os vassalos apressaram-se a preencher o vazio de poder, e um tal Tokugawa Ieyasu emergiu como o primeiro xogum do Japão unificado. O Período dos Estados Beligerantes terminava , ofegante, sob o jugo de ferro do novo xogunato totalitário que governaria até meados do século XIX.
Em quinze anos, o segundo xogum Tokugawa começou a desconfiar da influência de Justo e ordenou que todos os cristãos fossem exilados do Japão. Justo e a sua família foram conduzidos através das montanhas invernais desde Kanazawa, atravessando o Gokinai, e acabaram por ser transportados para Nagasaki, onde foram forçados a embarcar num navio com destino a Manila. Após mais de quarenta dias à mercê das tempestades no mar, chegaram às Filipinas com um mastro partido. Justo morreu de doença dois meses depois. Foi sepultado sob o altar da igreja principal de Manila. Mais de quatrocentos anos depois, perante cerca de doze mil pessoas em Osaka, Justo foi oficialmente beatificado como mártir vivo. Foi uma honra paradoxal — digna do santo samurai.
Oito anos mais tarde, a nossa equipa de filmagem composta de seis cineastas americanos e japoneses chegou a Tóquio e cruzou o país, seguindo os meandros da vida de Justo. Filmamos numa casa de chá tradicional em Kanazawa, num torneio de kendo em Kyoto, nas ruínas do castelo do antigo feudo de Takayama em Takatsuki e no Museu dos Vinte e Seis Mártires em Nagasaki. Acompanhamos cinco personagens, um convertido ao catolicismo, um empresário, um mestre da cerimônia do chá, um artista marcial e um jovem descendente de Justo enquanto cada um viajava a diferentes lugares para encontrar o santo samurai, buscando a sua ajuda diante das dificuldades das suas próprias vidas. O filme entrelaça as seus percursos com as cenas animadas da biografia de Justo. A série tenta capturar, em imagens em movimento, um vislumbre do que é a comunhão dos santos. À medida que Justo ganhava vida em tantos lugares e em tantas pessoas diferentes, comecei a perceber, como que por uma lente escura o que significa um samurai católico ser um mártir vivo.
As relíquias de Justo foram destruídas nos bombardiamentos dos aliados nas Filipinas ocupadas pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, mas ele ainda estava presente de forma tangível, embora silenciosa, nos lugares que visitamos, como se os fragmentos de seus ossos tivessem sido levados de volta até à sua terra natal. As muralhas que ele construiu ainda permanecem no Castelo de Takanawa, em Kanazawa. Arqueólogos desenterraram muitos rosários das sepulturas ao redor de seu antigo feudo em Takatsuki, onde a igreja católica local foi modelada a partir da igreja em Manila onde ele acabou por ser enterrado. Historiadores ainda continuam a descobrir vestígios de comunidades cristãs ocultas nas montanhas ao redor de Takatsuki, para onde os fiéis teriam fugido durante as perseguições constantes do xogunato Tokugawa. Muitos sítios arqueológicos estão hoje enterrados sob rodovias.
Foi uma experiência comovente tocar nos vestígios físicos da vida de Justo ao mesmo tempo em que descobríamos o quão poucos japoneses se lembram dele. Um de seus descendentes vivos, um estudante em pós-graduação de vinte e quatro anos, disse que a maioria das pessoas de sua idade acha que Justo foi um fracassado. O nosso motorista de táxi do aeroporto de Haneda disse que o nome lhe parecia apenas vagamente familiar, até começar a falar sobre todos as séries televisiveis relatando os feitos dramáticos de Hideyoshi. Em Shika, nos arredores de Kanazawa, outro ramo da família sobrevivente de Justo recebeu-nos na sua mansão à beira do rio, onde responderam às nossas perguntas sentados em finos tatames, cercados por paredes de papel japonês shoji suspensos entre painéis de madeira ricamente entalhados. Fotografias da cerimónia de beatificação em Osaka estavam sobre uma cómoda de madeira, logo abaixo do altar xintoísta da casa. Eles eram budistas, explicou a família, porque ser cristão no Japão hoje em dia é demasiado difícil.
Os participantes do nosso documentário, de certa forma, deram nova vida a esses vestígios. Fomos a cada lugar não para lamentar uma memória, mas para encontrar uma pessoa. Numa casa de chá tradicional em Kanazawa, a nossa mestra de chá a Dra. Yuumi, uma estudiosa que escreveu vários livros sobre a chanoyu e a missão jesuíta, tomou matcha com a nossa convertida católica, Yoko, que cresceu em Kanazawa e desde essa altura desenvolveu uma grande devoção a Justo. Yuumi e Yoko realizaram a cerimônia com uma estátua da Bem-Aventurada Virgem Maria (“Maria-sama”) colocada no nicho da sala de chá onde normalmente ficaria um pergaminho zen, da mesma forma que Justo costumava decorar o seu próprio chashitsu. As duas refletiram em conjunto como Justo tocou nas suas vidas, inspirando os estudos de Yuumi e ajudando Yoko a reconciliar-se com as memórias dolorosas de sua infância em Kanazawa.
Em Osaka, encontramos um experiente empresário católico, o Sr. Yokoe, que também se inspirou no santo samurai. Yokoe decidiu no inicio da sua carreira de abandonar o sistema corporativo, o caminho usual para garantir a segurança e o prestigio entre profissionais japoneses. Em vez disso, dedicou a sua vida a servir onde fosse necessário, desde fundar empresas de transporte até, atualmente, atuar como consultor numa escola de rapazes em Nagasaki, quando a maioria das pessoas de sua idade já está aposentada. Encontramo-nos sob o ícone de Justo na Catedral de Osaka e depois acompanhamos Yokoe na sua caminhada habitual ao redor do Castelo de Osaka, a grande fortaleza construída sobre o antigo terreno do palácio de Hideyoshi. A certa altura, ele encarou a estátua manchada pelo tempo de Hideyoshi, que se ergue sobre um pedestal elevado fora do santuário xintoísta do castelo. Yokoe sorriu para o Grande Unificador, quase com despreocupação, antes de seguir seu caminho. Era mais um homem satisfeito com a sua aposta no mundo sobrenatural.
Yoko, Yuumi e Yokoe são apenas três das inúmeras pessoas tocadas pelo mártir vivo. Mesmo no Japão, onde menos de um por cento da população é cristã, para não falar dos católicos, Justo ainda vela pelo seu povo desamparado, acolhendo-o de volta ao único rebanho verdadeiro. Ele mantém uma vigilância silenciosa e sem descanso, assim como a sua estátua permanece sobre as antigas ruínas do Castelo de Takatsuki, e a cruz de sua espada transformada em crucifixo. No fim de semana em que estivemos em Takatsuki, aqueles terrenos do castelo estavam tomados por músicos, artistas de rua e famílias, todos reunidos sob o olhar atento do samurai para celebrar o festival anual de jazz do Japão. Sorri ao pensar que as alunas do ensino secundário vestidas de uniforme, entregues aos solos de saxofone, respiravam o ar livre que Justo havia santificado com a sua penitência e as suas orações.
São Tomás de Aquino fala da glória especial devida ao governante justo, que, apesar de enfrentar as maiores tentações de abusar de seu poder temporal, ainda assim dá a cada súdito e ao próprio Deus o que lhes é devido. Justo é um ícone vivo de tal homem. Ele enfrentou essa escolha não apenas uma vez, mas todos os dias de uma vida que atravessou seis das décadas mais violentas que o mundo já viu. Não é de se admirar que São John Henry Newman tivesse especial reverência pelos santos antigos, que permaneceram firmes ao longo de difíceis anos. Justo testemunha que um cristão não deve limitar-se a percorrer um mundo corrompido, mas sim destacar-se nele, vencê-lo no seu próprio terreno e, ainda assim, pela graça de Deus, manter-se suficientemente desapegado dos seus prazeres para mostrar por que razão a lógica do mundo por desmoronar-se aos pés da cruz.
Para os ocidentais modernos, esse testemunho é ao mesmo tempo desafiador e inspirador. O santo samurai viveu como que crucificado em cada momento, morto para o mundo, mesmo estando nele, para poder servir ao seu Senhor supremo. Foi uma aposta arriscada, especialmente numa sociedade onde sobreviver parecia exigir compromissos morais. Mas talvez, em certas épocas, os únicos santos sejam os mártires. Essa perspectiva sombria apenas fortaleceu Justo a apostar no mundo sobrenatural. E agora, pela boca de crianças no Ohio do século XXI, parece seguro dizer que ele fez a melhor escolha.
Tradução livre
Maria do Rosário Homem Mckinney
Créditos foto: Word on fire